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“A greve vinha sendo organizada há três meses. Só o governo não sabia” – Armando Burd, n’O Sul

Caminhão de lições

A greve vinha sendo organizada há três meses. A notícia chegou a 550 mil motoristas que percorrem 1 milhão e 700 mil quilômetros de rodovias do país e são responsáveis por 61 por cento do transporte de cargas.

        Só o governo não sabia. Se algum luminar do Palácio do Planalto ou da Esplanada dos Ministérios disser o contrário, corre o risco de processo por crime de responsabilidade. É dever constitucional do setor público garantir a atividade econômica, interrompida com prejuízo brutal e irrecuperável da cadeia produtiva e dos consumidores que pagam mais caro por tudo.

        Perdas

        Quando os ônibus param por falta de combustível, quem paga o salário dos horistas e diaristas que não chegam aos locais de trabalho? Com que dinheiro vão honrar os compromissos no final do mês?

Muito além do limite

Há reclamações procedentes dos caminheiros, mas isso não pode levar à transgressão das leis. O direito de ir e vir, por exemplo. Onde fica o interesse público? É crime apedrejar, dar tiros e furar pneus dos que não querem aderir à greve. São atitudes que extrapolam o tolerável.

O que interessa ao chefão

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse ontem que o governo baixará o preço do óleo diesel pela última vez. Queria se justificar e pedir desculpas aos acionistas.

A empresa bateu recorde de produção, lucrou quase 7 bilhões de reais e voltou a pagar dividendos aos acionistas no 1º trimestre. Neste ano, suas ações já subiram 80 por cento.

Derrapou na curva

Torna-se cada vez mais evidente que o governo entregou o comando da estatal a um tecnocrata, competente nos números, mas descompromissado com a gestão de problemas do dia a dia do país.

Aumentar e diminuir o preço dos combustíveis com muita frequência deu chance a comerciantes irresponsáveis e desonestos, prejudicando os consumidores.

Gangorra

O preço do barril de petróleo está hoje em 80 dólares. Bateu recorde em 2008, chegando a 145 em 2008. Caiu para 110 em 2014. Registrou a mínima de 30 dólares no início de 2016.

Situação

A pauta dos grevistas mostra-se difusa e heterogênea nas reivindicações, encaminhando para uma chantagem à qual o governo não pode se submeter. Significa repassar à população a uma conta que não lhe cabe.

Mesmo com o anúncio da trégua, feito ontem à noite, não há unidade entre os caminhoneiros e é difícil prever qual o percentual que voltará a trabalhar.

Falta humildade

Em momentos de dificuldades, governos de países europeus desenvolvidos costumam convocar um gabinete de crise para ajudar a encontrar saídas. No Brasil, a postura imperial de presidentes da República foge da fórmula. Têm receio de revelar fragilidade.

Descendo a ladeira

Antes de propor soluções, torna-se conveniente o governo federal conhecer o problema, apesar de sua notória letargia. Não adianta só ceder, quando é preciso agir. O governo está perdido e não localiza o freio de mão.

Pura conversa

CIDE é a sigla do nome pomposo Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Traduz-se como mais uma mordida no bolso dos consumidores. Criada em dezembro de 2001, é cobrada na comercialização de todos os combustíveis. Do total arrecadado, 71 por cento vão para o orçamento da União, e os outros 29 por cento são distribuídos entre os estados. Os recursos devem ser aplicados em programas ambientais para reduzir os efeitos da poluição; como subsídios à compra de combustíveis e à infra-estrutura de transportes.

Nenhum deles é cumprido.

Zero a zero

 Cai o argumento: não dá mais para alguns grupos falarem em perseguição política. Além do ex-presidente Lula, também está preso Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e tucano até debaixo d’água.

Especialidade

Em momentos de crise, o Senado e a Câmara dos Deputados viram uma cozinha especializada em requentar nada mais do que omeletes.

Postagem Original Data: 25-05-2018

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