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Agora réu por corrupção, Aécio é alvo de outras 8 investigações no STF

Além da investigação que motivou denúncia pelo recebimento de R$ 2 milhões de Joesley Batista, a delação da JBS também originou um segundo inquérito contra o senador, há ainda mais cinco investigações abertas a partir da delação da Odebrecht, e outros dois inquéritos que tiveram origem na delação do ex-senador Delcídio do Amaral

Transformado nesta terça-feira (17) em réu pela primeira vez sob acusação de corrupção e obstrução de Justiça, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é alvo de outros oito inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal).

Além da investigação que motivou denúncia pelo recebimento de R$ 2 milhões de Joesley Batista, a delação da JBS também originou um segundo inquérito contra o senador.

Há ainda mais cinco investigações contra o senador abertas a partir da delação da Odebrecht, e outros dois inquéritos que tiveram origem na delação do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).

A defesa de Aécio nega a prática de qualquer irregularidade, e o senador tem afirmado que vai provar sua inocência nos processos.

Veja quais são as suspeitas contra o senador do PSDB.

PEDIDO DE R$ 2 MILHÕES

A investigação que levou à denúncia aceita nesta terça-feira pelo STF acusa Aécio de ter pedido R$ 2 milhões para Joesley Batista, um dos donos da JBS. O senador diz que se tratou de um empréstimo feito legalmente. A Procuradoria, autora da denúncia, afirma que o dinheiro é propina negociada com a promessa de que Aécio poderia atuar em favor da JBS.

Nessa denúncia Aécio também foi acusado de obstrução de Justiça, por supostamente ter tentado pressionar a direção da Polícia Federal para trocar delegados responsáveis por investigações contra ele e por ter articulado no Congresso Nacional a aprovação de projetos que poderiam prejudicar as investigações da Operação Lava Jato.

PROPINA DA JBS

A delação dos executivos da JBS também originou um segundo inquérito contra o senador. Nessa investigação, é apurado o relato dos delatores de que eles teriam pago R$ 60 milhões em propina para Aécio, com o uso da emissão de notas fiscais falsas a empresas indicadas pelo senador. Essa investigação também apura pagamentos da JBS para comprar apoio político nas eleições de 2014, quando o tucano disputou a Presidência da República e foi derrotado por Dilma Rousseff (PT).

ESQUEMA EM FURNAS

A delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) levou à abertura de inquérito sobre a participação de Aécio num suposto esquema de propina em diretorias da estatal Furnas Centrais Elétricas, por meio do pagamento de propina por empresas contratadas pela estatal.

CMPI DOS CORREIOS

Este inquérito investiga a suspeita de que o Banco Rural teria prestado informações falsas à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios, omitindo dados para esconder a suposta participação de Aécio Neves em irregularidades investigadas pela CPMI. Esta investigação também teve origem na delação de Delcídio.

CINCO INQUÉRITOS DA ODEBRECHT

O senador tucano ainda é alvo de cinco inquéritos abertos a partir das delações premiadas da Odebrecht. Três desses inquéritos apuram suspeitas do recebimento de propina por meio de doações eleitorais nas campanhas de 2010 e 2014.

Os executivos da empreiteira baiana acusaram o senador de ter participado de esquema para fraudar as licitações para a construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, conjunto de prédios que abrigam órgãos do governo mineiro, quando o tucano era governador do Estado.

O quinto inquérito aberto com as delações da Odebrecht investiga se Aécio recebeu propina da empreiteira para atuar em favor dos interesses da empresa na construção das usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).

Postagem originalData Original: 17-04-2018

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