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Ave marinha com plástico preso no pescoço é salva por pescador em Guarujá

Um pescador salvou a vida de uma ave marinha que estava com um saco plástico enrolado no pescoço, a cerca de 5 km da praia de Pernambuco em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ao avistar o animal, da espécie atobá, ele o resgatou do mar e retirou o pedaço de plástico e o devolveu à natureza.

Ele resolveu gravar todo o resgate para conscientizar as pessoas sobre os malefícios de jogar lixo no mar. O pescador profissional Márcio de Lara França, de 48 anos, conta que utiliza o seu barco para o turismo nos fins de semana. Por volta das 8h40, ele estava com uma turma em alto mar, a cerca de 5km da costa de Guarujá, e avistou uma ave da espécie atobá rondando a embarcação.

“Ela estava sobrevoando com o plástico enrolado no pescoço. Aí, ela posou na água, jogamos sardinha, pegamos a rede e tiramos ela d’água. Parecia que estava pedindo ajuda porque estava rodeando o barco”, conta o pescador.

Com cuidado, ele retirou a ave do apetrecho de pesca, tirou o saco plástico que estava em volta do pescoço da ave e a libertou: “Eu sei que ela bica, mas como estamos acostumamos com essas espécies, tive cautela. Eu já tenho experiência. Às vezes, os animais se enroscam em uma linha”, disse.

Depois da ajuda do pescador, a ave voou livremente. A cena foi gravada por um dos companheiros de barco de França. O pescador diz que quis registrar o momento para conscientizar as pessoas sobre a questão do lixo no mar. “Quando eu resgatei, resolvi fazer o vídeo para mostrar o que acontece quando a população joga o lixo na água. E, isso não ocorre só com aves, mas também com tartarugas, golfinhos. Já resgatei um pinguim debilitado enroscado em pedaço de rede, tartaruga machucada, etc”, relata.

Melissa Marcon, médica veterinária do Instituto Gremar, analisou o video e diz que a ave é da espécie Sula leucogaster, conhecida como atobá. O animal era um fêmea adulta. A veterinária acredita que, como esse tipo de ave realiza mergulhos para pescar pode, acidentalmente, ter se prendido ao plástico que estava no mar. Ela diz que, neste caso, a atitude do pescador foi fundamental para a sobrevivência do animal, mas orienta que as pessoas procurem orgãos ambientais. “A conduta do pescador foi importante para que o animal pudesse se desvencilhar do lixo naquele momento, mas o ideal neste tipo de ocorrência é acionar o Gremar ou um órgão ambiental para que o resgate seja feito da maneira adequada, sem oferecer riscos para o animal. Nosso procedimento seria encaminhá-lo para exames, assim nos certificaríamos de que não havia nenhum tipo de lesão, fratura ou problema clínico, o que poderia prevenir um novo encalhe”, diz.

O Gremar é uma das instituições que integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), possui bases Guarujá e em Itanhaém e atua em prontidão 24h pelo telefone 0800-642-3341 ou 13 99711-4120.

Postagem original. Data original: 31-03-2018

 

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