• Responda à pergunta do dia e concorra a prêmios - Clique Aqui

Baixada Santista atrai nicho do setor de locação imobiliária – o de autoarmazenagem

No começo da recessão de 2015 e 2016, o presidente da GuardeAqui, Allan Paiotti, assim como qualquer empresário, se preocupou com o que viria pela frente. Porém, foi surpreendido por clientes em dificuldades que queriam reduzir gastos com locação. Paiotti comanda a GuardeAqui, empresa que controla um quinto do mercado de self storage ou autoarmazenagem. Empresas desse segmento, que é uma locação imobiliária, oferecem boxes de tamanhos variados para guardar desde coleções e objetos que não cabem mais em casa até papelada de empresas e produtos de pequenas lojas on-line. Segundo Paiotti, na recessão, empresas que encolheram suas operações, mas tinham móveis ou objetos que precisavam manter, ocuparam boxes para economizar com aluguéis e condomínios.

O filão se chama autoarmazenagem porque o próprio cliente abastece o box. É a versão americana moderna para os tradicionais guarda-móveis. Esse segmento está consolidado nos Estados Unidos com mais de 60 mil unidades, mas ainda é pequeno no Brasil. No País são apenas 300 edifícios, segundo fontes do setor. Porém, é o estágio ainda inicial que seduz investidores. Um dos grandes investidores, o americano Samuel Zell, ex-sócio das construtoras Gafisa e Thá e da gestora de shoppings BRMalls, mergulhou no self storage brasileiro em 2011. Para entender o peso dele, Zell é dono de 198 mil apartamentos e 11 km² de escritórios pelo mundo (quase um terço da área insular de Santos), de acordo com a Fortune.

Santos conta com uma das 23 unidades da maior empresa desse setor no Brasil, a GuardeAqui, dona de um quinto do mercado. Ela fica na entrada da Cidade, na Rua Martins Fontes, onde antes funcionava a Cangubox, comprada pelo grupo em 2014. Paiotti afirma que a empresa pretende chegar a 50 unidades em 2021. Ele prevê mais seis instalações na região, inclusive em Guarujá e Cubatão.

Segundo Paiotti, 70% dos clientes em Santos são pessoas físicas. São contratos são mensais que dão direito a uma senha para acessar os boxes. O índice de ocupação é de 50%, mas a meta é chegar a 85%. A empresa cobra de R$ 50,00 a R$ 55,00 mensais pelo m². O executivo diz que a Guarde Aqui foi fundada em 2004 por um investidor americano que cresceu no Brasil e que viu o self storage se expandir na Flórida. Em 2011, o fundo Equity, de Zell, comprou a empresa, que depois adquiriu a Cangubox, da antiga incorporadora Agra (depois PDG), e a Kipit, do fundo Pátria. Este último agora é sócio da GuardeAqui.

Concorrentes

Entretanto, a concorrência nesse setor vai crescer. Segundo a Associação Brasileira de Self Storage, a oferta de espaços pelo segmento subiu 28,1% nos últimos dois anos. No Rio de Janeiro, há 12 unidades de self storage, sendo cinco da concorrente Guarde Perto. O diretor Renato Rembischewski diz que investirá R$ 20 milhões na construção de mais duas instalações. Nos Estados Unidos, uma das empresas de self storage é a Williams Scotsman, presente em 100 cidades, incluindo Canadá e México.

Postagem original. Data: 01-05-2018

Artigo AnteriorPróximo Artigo

Entrar






Cadastre-se
Esqueceu sua senha?

Cadastre-se