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Baixada Santista tem falta de combustível e redução da frota de transporte público

A greve nacional dos caminhoneiros entrou no quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (24) e, na Baixada Santista, os moradores enfrentam escassez de combustíveis nos postos, preços abusivos e, ainda, redução da frota de transporte público em algumas cidades. Desde segunda-feira (21), a categoria protesta contra o preço do diesel e impede a passagem de caminhões nas duas margens do Porto de Santos.

A entidade sindical que representa os postos de combustíveis nas regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, em São Paulo, afirmou que em muitos estabelecimentos já não há álcool e gasolina. Na manhã desta quinta-feira, motoristas já formavam filas em postos localizados em Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande.

Dos 82 postos com os quais o Sindicombustíveis Resan conseguiu contato nesta quinta-feira, em Santos 13 estão zerados, 6 têm apenas gasolina, 1 tem etanol e 31 ainda têm diesel. Em São Vicente, 8 postos estão sem combustíveis e 5 têm diesel. Já no Guarujá, 10 postos estão com os tanques vazios e 6 têm apenas diesel. Na Praia Grande, 6 postos estão zerados, 8 têm diesel, 4 com gasolina e 4 têm etanol. Em Cubatão, dos nove postos pesquisados, dois têm gasolina, um tem álcool e nove têm diesel.

Em muitos locais, os consumidores notaram aumento no preço do combustível e o Procon de Santos disse estar atento à questão dos combustíveis, acompanhando e monitorando o preço nos postos de Santos e em contato com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), para adoção de uma ação conjunta, vez que o problema é nacional e extrapola a competência do órgão municipal de Defesa do Consumidor.

O Procon de Santos reforça, em nota, que os consumidores que se depararem com postos que elevaram os combustíveis, comuniquem imediatamente o órgão, por meio do site, APP ou Disque-Consumidor, acionando imediatamente a fiscalização.

Devido à greve dos caminhoneiros, o abastecimento dos ônibus que fazem o transporte público municipal em Guarujá não está sendo realizado. Para que não haja interrupção total dos serviços, a partir desta quinta-feira, a prefeitura anunciou que o esquema de viagens e horários será o mesmo adotado aos domingos e feriados, com redução da frota em aproximadamente 40%.

Em Praia Grande, a Secretaria de Transportes (Setransp) informou que a quantidade de combustível atual no sistema é capaz de abastecer os ônibus da frota municipal até quinta-feira. A administração afirma estar buscando parcerias com os postos da região para futuro abastecimento do Diesel S10 caso seja necessário. Ainda assim, a Setransp informa à população que talvez aconteçam alguns atrasos nas linhas, uma vez que possam ser necessárias futuramente paradas extras para o reabastecimento, até que toda a situação de greve do setor seja normalizada.

A Companhia Municipal de Trânsito de Cubatão (CMT) está em tratativa com a Viação TransLíder, responsável pelo transporte público da cidade, em busca de medidas a respeito da falta de combustível prevista para a região. Nesta quinta-feira haveria reunião preventiva na sede da Companhia para definir a forma mais viável de atender à demanda do transporte coletivo. As demais cidades da região não registram alterações no transporte público por conta da greve.

Desabastecimento

Na Baixada Santista e região, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) informou que as paralisações dos caminhoneiros autônomos já causam desabastecimento nos estabelecimentos, em especial itens de FLV (Frutas, Legumes e Verduras), que são perecíveis e de abastecimento diário. Carnes e produtos industrializados que levam proteínas no processo de fabricação já estão com as entregas comprometidas pelos atrasos no reabastecimento. A entidade disse que espera resoluções imediatas para que a população não sofra com a falta de produtos de necessidade básica.

Pelo quarto dia consecutivo, os caminhoneiros autônomos permanecem realizando protestos nos acessos ao Porto de Santos contra o preço dos combustíveis. Os profissionais impedem a passagem de caminhões nas duas margens do cais, em Santos e Guarujá. Equipes da Polícia Militar e da Guarda Portuária acompanham o protesto, que não registrou ocorrências ou necessidade de intervenção, segundo informações oficiais divulgadas pelas corporações.

Na terça-feira, os caminhoneiros bloquearam o acesso ao pátio, em Cubatão, que faz a triagem de veículos comerciais que seguem em direção aos terminais do Porto de Santos. Os caminhoneiros também reivindicam o não pagamento nas praças de pedágio do eixo erguido e as melhorias nos locais de parada. A situação também afetou o acesso ao Porto de Santos. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que, desde segunda-feira (21), o complexo, que é o maior do Brasil, não registra o acesso de veículos rodoviários de cargas em suas instalações.

Postagem original Data: 24-05-2018

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