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Barbosa, Villas Bôas, Trump, Doria: as manchetes vem das redes sociais

Foi-se o tempo em que políticos e autoridades recorriam apenas a coletivas de imprensa e declarações à mídia para anunciar decisões relevantes ou tecer comentários polêmicos. Recentemente, muitas manchetes de jornais e portais surgiram de postagens em redes sociais como o Twitter e o Facebook.O caso mais recente é o de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Após gerar frisson entre os integrantes do PSB com sua possível candidatura à Presidência, ele anunciou, em sua conta no Twitter,  nesta terça-feira 8, ter desistido de concorrer: “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu Barbosa.

O ex-ministro do STF não é o único que prefere a relação direta com os cidadãos conectados para comunicar decisões importantes ou polemizar. Recentemente, foram muitos os casos em que políticos e autoridades se anteciparam à mídia tradicional. Relembre alguns deles:

A pressão de Villas Bôas

Às vésperas do julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, usou seu Twitter para pressionar a Corte. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?, escreveu Villas Bôas, antes de concluir: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.” A declaração teve enorme repercusssão. Foi lida por William Bonner ao final da edição do Jornal Nacional, da TV Globo, e tornou-se manchete de todos os portais. A declaração repercutiu também entre outros generais twitteiros, que prestaram apoio ao comandante do Exército.

Trump demite Secretário de Estado

Donald Trump é um assíduo twitteiro. Ele usa as redes sociais para anunciar ataques militares e até para demitir subordinados. Em março, ele dispensou Rex Tillerson, então secretário de Estado, e confirmou sua substituição por Mike Pompeo, ex-diretor da CIA. Na curta mensagem, Trump não deu qualquer explicação para a troca. Tillerson e o presidente divergiram com frequência sobre vários tópicos da política externa americana. Em seu twitt, Trump afirmou que Pompeo faria um “trabalho fantástico”. Ele agradeceu Tillerson pelos serviços prestados. “Mike Pompeo, Director of the CIA, will become our new Secretary of State. He will do a fantastic job! Thank you to Rex Tillerson for his service! Gina Haspel will become the new Director of the CIA, and the first woman so chosen. Congratulations to all!”

 Cristiane Brasil e o vídeo do barco

A deputada federal Cristiane Brasil foi anunciada como nova ministra do Trabalho por seu pai, Roberto Jefferson, condenado no “mensalão”. Ela não conseguiu assumir o cargo. Sua posse foi barrada pela Justiça por ter sido condenada em uma ação trabalhista por não assinar a carteira e pagar direitos a um motorista que trabalhava cerca de 15 horas diárias. A deputado optou por gravar um vídeo para expor sua indignação. Acompanhada de quatro homens sem camisa a bordo de um barco, a deputada afirmou: “O que pode passar na cabeça das pessoas que entram contra a gente em ações trabalhista?” Os homens a bordo concordaram. “Como empresário, ação trabalhista toda hora a gente tem”. Outro comentou. “Todo mundo pode ter. Eu tenho, ele tem, todo mundo pode ter.” O vídeo viralizou nas redes sociais. A deputada terminou por não assumir o cargo.

Doria anuncia a “farinata”

Em 8 outubro de 2017, João Doria, então prefeito de São Paulo, anunciou a criação de um novo programa de alimentação para a cidade de São Paulo. O carro-chefe da iniciativa era um alimento granulado feito a partir de restos de comida próximas do vencimento. Foi pelas redes sociais do então mandatário paulistano que o Brasil foi apresentado à tal da ‘farinata’. No vídeo, Doria afirmou que começaria a distribuição do alimento granulado. “Esse é o alimento para todos, alimentos que seriam jogados no lixo e são reaproveitados, com toda segurança alimentar.” O ex-prefeito tentou emplacar sua distribuição aos estudantes das escolas municipais, mas a falta de informações nutricionais e controle da vigilância sanitária, somadas às críticas de nutricionistas e cidadãos, levou o tucano a desistir do projeto.

Postagem original. Data: 08-05-2018

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