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Capitania dos Portos descarta obstáculo no estuário após acidente

A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) não trabalha com a possibilidade de que o navio Santos Express, que na noite do último domingo (6), colidiu com três balsas que fazem a travessia Santos-Guarujá, tenha tocado em algum obstáculo no fundo do estuário. No entanto, caso essa informação seja relatada à Autoridade Marítima pela Praticagem de São Paulo, uma nova batimetria (levantamento de profundidade) poderá ser solicitada à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A Autoridade Marítima começou a tomar, na última segunda-feira (7), os depoimentos para identificar os responsáveis pelo acidente. Os primeiros a serem ouvidos foram o comandante e a tripulação do Santos Express. A grande expectativa gira em torno do depoimento dos práticos que estavam a bordo no momento do acidente. Os profissionais são os responsáveis por orientar as manobras de entrada ou saída no canal de navegação do cais santista.

De acordo com o prático Fábio Mello Fontes, ex-presidente da Praticagem de São Paulo, o acidente foi causado pela baixa profundidade do canal. Segundo ele, o navio “sentiu a presença do fundo muito próxima do casco”.

Questionado, o capitão de mar e guerra Daniel Rosa Menezes, comandante da CPSP, informou que as batimetrias enviadas pela Docas estão em dia. Além disso, ele ressaltou que o serviço de manutenção das profundidades do canal está sendo realizado. “Nós estamos em uma sistemática, desde o final do ano passado, de que a cada três meses a Codesp nos encaminha uma batimetria. A última que nós recebemos foi no início de abril e devemos receber a próxima no início de julho. Se aparecer algum indício, alguma coisa especial, que nós precisemos fazer uma nova batimetria, nós poderemos fazer, mas estamos com as batimetrias bastante adiantadas aqui e, em princípio, não será necessária uma nova”, afirmou o oficial.

O comandante informou, ainda, que novos depoimentos serão colhidos nos próximos dias. Entre eles estão os dos responsáveis pelos rebocadores e pelas balsas.

“Logicamente, vou ouvir a Dersa e estamos conversando com os setores técnicos da Marinha, a Diretoria de Portos e Costas (DPC), para ver o que fazer para evitar acidentes”, acrescentou o comandante.

Procurada, a Codesp informou que a última batimetria realizada no trecho do acidente data de 10 dias atrás e que, nesse local, “as profundidades são superiores a 17 metros”. Também relatou que, “depois de concluído o inquérito pela Capitania dos Portos, caberá avaliação pela Codesp dos itens apontados pela Autoridade Marítima”.

Postagem original Data: 09-05-2018

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