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Edital para obras na entrada de Santos é publicado nesta segunda-feira

Sinal verde para a solução ao problema viário no trecho final da Via Anchieta. A Prefeitura de Santos publica nesta segunda-feira (2) edital para a escolha da empresa responsável pelas obras de remodelação na entrada da Cidade.

Ao custo de R$ 105 milhões, o conjunto de intervenções eliminará os semáforos no cruzamento das Avenidas Martins Fontes e Nossa Senhora de Fátima. E também é a promessa para acabar com os alagamentos no trecho.

Pelos planos da Administração santista, os trabalhos no local devem ter início no segundo semestre deste ano, com até 40 meses para a conclusão. “Vamos colocar Santos em outro patamar em termos de desenvolvimento econômico e infraestrutura adequada. É um sonho de décadas que começamos a realizar”, comemora o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Considerada a etapa mais robusta das obras sob a tutela da Cidade, nessa fase será erguido um viaduto no trecho final da Nossa Senhora de Fátima. O equipamento, de 390 metros de extensão, fará conexão direta entre a avenida principal da Zona Noroeste e a Martins Fontes. Assim, o semáforo, naquele trecho, será eliminado. Dessa forma, quem vem de Santos em direção a São Vicente vai precisar acessar o futuro viaduto para desembocar na Avenida Nossa Senhora de Fátima. O motorista vindo do sentido de Cubatão passará por baixo do equipamento.

“São as obras mais expressivas no ponto de vista viário nos últimos 50 anos. Estamos chegando numa nova entrada e nova Cidade”, diz Barbosa.

Inspiração

O projeto teve como base o viaduto que liga a Avenida Juscelino Kubitschek à marginal Pinheiros, na Capital. Previsto para aproveitar ao máximo as pistas existentes, o equipamento terá revestimento moderno e iluminação na parte de baixo. Barbosa diz que a obra será uma espécie de cartão-postal santista.

O arquiteto da Prefeitura e gerente dos projetos Wagner Ramos explica que a construção será um desafio à Engenharia. Isso porque o projeto estabelece espaços de 30 metros de uma pilastra até a outra, para reduzir o impacto no trânsito e no atual traçado. O elevado terá altura total de 6,5 metros em relação ao solo, sendo a distância entre a pista e o viaduto (chamado de gabarito rodoviário) de 5,5 metros.

Ramos explica que, para iniciar os trabalhos, são necessárias obras anteriores para a remoção de interferências. “Vamos levar de seis a oito meses só para remover as redes e tubulações das concessionárias. Há uma verdadeira linha de dutos em que é preciso mexer antes da construção”. Interdições de fluxo são previstas para a realização dos trabalhos. O plano alternativo ao fluxo ainda não foi informado.

Enchentes

A atual fase em licitação aproveitará parte do planejamento do Santos Novos Tempos, que previa solução para o histórico problema de enchentes da Zona Noroeste. Barbosa pondera que a ideia é aproveitar o canteiro de obras para ampliar a capacidade de vazão de água na malha de dutos subterrâneos. O prefeito acrescenta que a macrodrenagem também será completada com a fatia de intervenções que compete ao Estado na remodelação da entrada de Santos. Os trabalhos ficarão sob a responsabilidade da Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes. Conforme explica, o planejamento original não previa a questão da drenagem nessas imediações. “Exigimos que as intervenções se iniciassem pela rede de drenagem”, diz. Para minimizar os efeitos da chuva no local, haverá a troca das tubulações. A ideia é alterar dutos com no máximo 80 centímetros de diâmetro por outros com até cinco vezes mais capacidade de vazão do fluxo de água.

Quarta fase espera aval da Caixa

A Prefeitura de Santos espera apenas o aval da Caixa Econômica Federal (financiador da obra) para lançar a quarta – e última – fase do projeto de remodelação da entrada da Cidade. A expectativa é que o edital para esse conjunto de intervenções seja publicado em até 60 dias. Nessa etapa, está prevista a construção da ponte sobre o Rio São Jorge. Trata-se de um novo acesso à Cidade, para desafogar o volume de veículos no trecho final da Anchieta. Paulo Alexandre Barbosa afirma que o equipamento vai se interligar à Rua Júlia e à Avenida Nossa Senhora de Fátima, tornando mais fácil a chegada e saída da Zona Noroeste e de São Vicente. As intervenções estão avaliadas em R$ 95 milhões.

“A ponte vai encaixar na rotatória da Avenida Beira-Mar (que vai margear o Rio São Jorge), que já teve as obras iniciadas na etapa 2”, afirma. Segundo ele, os cofres públicos santistas já contam com todo o recurso necessário para a conclusão dos trabalhos.

“O que nos impede de andar com mais velocidade é a burocracia, e não dinheiro. Não há risco de descontinuidade. Todas as medições (de andamento das intervenções) estão sendo pagas em dia. Quem estiver na cadeira de prefeito (após o término de seu mandato) só vai pagar a conta”.

Para tirar o projeto do papel, a prefeitura obteve R$ 290 milhões em linha de crédito da Caixa Econômica Federal. Os recursos reforçaram o caixa municipal após rescisão contratual com o Banco Mundial, cujo montante de R$ 60 milhões arcaria com o programa Santos Novos Tempos. “Multiplicamos por cinco a capacidade de investimento da Cidade. E em melhores condições, já que o anterior (Banco Mundial) era negociado em dólar”, cita.

Barbosa crê que o conjunto de intervenções da Prefeitura se integrará às intervenções sob a responsabilidade do Estado. “Essa é uma obra aguardada há décadas. E importante para a Cidade e ao desenvolvimento do País”.

Na segunda-feira passada o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que a pendência burocrática que impedia a liberação dos trabalhos já foi sanada. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu parecer favorável ao fluxo de caixa marginal, modalidade que possibilita fazer uma obra que não está prevista no contrato de concessão. Com isso, aguarda-se a publicação da decisão para a Ecovias realizar as intervenções. De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a Ecovias irá realizar três intervenções: a retificação da Pista Sul da Anchieta, com interligação das vias marginais, sob o novo viaduto do km 65; a construção de um acesso entre as marginais da rodovia, no Piratininga; e a implantação de uma saída no Viaduto da Alemoa, no sentido Planalto. Em nota, a Ecovias afirma aguardar aval do Estado para dar início às obras. Em troca, a Prefeitura exigiu medidas complementares com valores de R$ 5,8 milhões. O acordo prevê a construção de uma escola no Jardim São Manoel, uma unidade santista do programa Bom Prato, no Dique da Vila Gilda, e a conclusão do Centro de Atendimento ao Turista e Comércio Artesanal, na Zona Noroeste.

“A Ecovias tem um histórico positivo de prazo. No anel viário de Cubatão, o prazo era 24 meses e a obra ficou pronta em 18”, sustenta Barbosa.

Postagem original. Data original: 02-04-2018

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