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Grupo de militantes que protestavam contra prisão de Lula desocupa triplex em Guarujá

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da frente Povo Sem Medo ocuparam, na manhã desta segunda-feira (16), o apartamento triplex localizado no Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, em Guarujá, endereço que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Manifestantes também realizaram ato em frente à portaria do prédio.

Os manifestantes, que entraram no apartamento por volta das 8h30, ficaram no local por cerca de duas horas. Os militantes pró-Lula saíram às 11h35, após pedido da Polícia Militar.

Foi uma ação que consumiu menos de cinco minutos, e os cerca de 30 militantes sem-teto invadiram o apartamento tríplex atribuído ao ex-presidente Lula e pivô de sua condenação na Lava Jato.
O grupo faz parte do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), coordenado por Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSOL e uma das lideranças sociais mais próximas de Lula.
“É uma denúncia da farsa judicial que levou Lula à prisão. Se o tríplex é dele, então o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, precisam explicar por que ele está preso”, diz Boulos.
A ação foi acompanhada pela reportagem da Folha. Cerca de cem pessoas, divididas em 20 carros, chegaram ao edifício Solaris de madrugada para o ato.

Uma parte do grupo, cerca de 30 militantes, pulou as grades de acesso ao prédio e subiu 16 lances de escada. Ao chegar ao apartamento, após arrombamento da porta, os militantes encontraram uma geladeira, um fogão e um micro-ondas, além de camas.

Eles fixaram bandeiras do movimento na varanda com vista para o mar. Da sacada do prédio, gritam: “Não tem arrego. Ou solta o Lula ou não vai ter sossego”.

Integrante da Frente Povo Sem Medo, da qual o movimento faz parte, Andreia Barbosa afirma que o grupo ficará o tempo que for necessário para fazer uma demonstração de que Lula é inocente. “Se o apartamento é do Lula, ele que peça a integração de posse”, diz Andreia.

Um representante do condomínio bateu na porta, que esta travada por um pedaço de madeira, e perguntou se os militantes tinham ciência de que estavam cometendo um crime. Em resposta, ouviu que só deixarão apartamento com decisão judicial.

Com a chegada da Polícia Militar ao local, após duas horas e quinze minutos de permanência, o MTST concordou em sair do tríplex. Os militantes devem deixar o edifício pelas escadas, seguindo roteiro acertado entre advogados e Polícia Militar.

Josué Rocha, coordenador nacional do MTST, afirmou que a entrada no edifício foi “tranquila, sem violência”. Ele disse ainda que o ato se justifica pois o processo que condenou Lula foi uma “farsa”.

“Se o triplex é do Lula, ele é nosso. Se ele não é, porque o Lula está preso? Esse é o nosso questionamento. Se é dele, ele que tem que pedir para a gente sair”, afirma o coordenador do MTST.

Equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil do Município acompanharam a manifestação.

Do lado de fora, por volta das 10 horas, cerca de 40 pessoas estavam presentes na manifestação.
Débora Camilo, militante do PSOL, disse o ato teve por objetivo questionar a prisão do ex-presidente Lula e “levantar um debate sobre a propriedade do triplex”, que no entendimento do movimento, não ficou provado ser de Lula.

“(A condenação) tem viés político para tirar o ex-presidente como candidato à Presidência da República. Que ele seja vencido nos votos e não com o rompimento da democracia”, afirmou Débora.
A Reportagem apurou que essa manifestação é o primeiro ato de uma série de protestos que serão realizados em todo o País. Por enquanto, não estão programados outros atos para a Baixada Santista, além da ocupação.

Postagem original Data original: 16-04-2018

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