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Laparoscopia salva tartaruga marinha em Itanhaém

Animal, pesando 44kg, foi resgatado com anzol no esôfago no último 15

O espinhel parece um antigo instrumento de tortura. Mas consiste em um inocente aparelho de pesca que funciona de forma passiva, com o uso de iscas para atrair peixes, alguns de grande porte, como o cação-azul. O problema é que espinhéis têm sido responsáveis também pela morte de albatrozes (aves que mergulham para pescar peixes) e principalmente de tartarugas marinhas.

No último dia 15, uma tartaruga cabeçuda, pesando 44 quilos, foi resgatada na Praia dos Campos Elísios, em Itanhaém, com um desses anzóis no esôfago, num estágio que a condenaria à morte, destino de milhares de outros animais na mesma condição.
A tartaruga foi salva porque, no último dia 27, uma a equipe do Instituto Gremar realizou uma cirurgia e retirou o anzol do esôfago do animal, com o apoio da clínica Endoscopet. O gancho de metal já estava na altura do plastrão (parte inferior do casco, que equivale à barriga da tartaruga).
Rosane Farah, bióloga responsável pela equipe que removeu o apetrecho em forma de “J” engolido acidentalmente pela tartaruga, comemora a recuperação da paciente. “Ela reagiu bem. Voltou a se alimentar. Teve sorte de ser encaminhada a tempo à nossa equipe, que faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos”, explica.
Embora ainda passe por tratamento para se recuperar também de um quadro de pneumonia, a tartaruga apresenta bons sinais pós-operatórios no geral. Nada com relativa desenvoltura e já eliminou o restante da linha que se prendia ao anzol. No momento, os prognósticos para soltura e retorno ao mar, em aproximadamente 30 dias, são favoráveis.
A bióloga diz que o Gremar desenvolve campanhas de conscientização pescadores profissionais e artesanais para que troquem os espinhéis por modelos em formato circular.
Esse anzol, conforme apurado pela Reportagem, tem o formato de ‘O’, e quando abocanhado, causa menos danos aos animais.
O Instituto Gremar é uma organização não governamental pioneira que, desde 2004, ajuda a proteger animais. Trabalha com equipes multidisciplinares no monitoramento ambiental. Já atendeu cerca de três mil ocorrências na Baixada Santista.
Em 2013, depois parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá, inaugurou o Centro de Recepção e Triagem de Animais Marinhos, na Base de Monitoramento Ambiental, em Bertioga. Lá, dispõe de um hospital veterinário para animais marinhos.

Postagem Original Data: 07-05-2018

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