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Moradora de Cubatão com distrofia muscular precisa de ajuda

Presa a uma cama por conta de uma distrofia muscular, Elionete da Silva Souza, de 43 anos, clama por ajuda. Moradora do Jardim Nova República, em Cubatão, a mulher precisa de cuidados 24h por dia, só conta com o auxílio dos pais idosos e está atrás de um novo lugar para ficar. Elionete recebeu o diagnóstico da distrofia muscular do tipo cinturas, uma doença genética degenerativa, aos 11 anos. Passou a fazer fisioterapia para retardar o avanço da enfermidade, que não tem cura e compromete os músculos do corpo e, em estado avançado, a respiração.

Os percalços da vida, porém, dificultaram ainda mais o caminho de Elionete. Ela quebrou a perna direita em uma queda em casa aos 18 anos e teve trombose na perna esquerda aos 25 – episódios que abriram alas para o avanço da distrofia.Hoje em dia, a mulher não consegue mexer as pernas e os braços e, por isso, está acamada há quatro anos.”Eu vejo televisão, tenho grupos de amigos no WhatsApp e uso o computador”, conta sobre sua rotina na cama. Ela faz fisioterapia em casa, com uma equipe de saúde da família em Cubatão, uma vez por semana. “É só uma medida paliativa”.

Cuidados

No dia a dia, é a mãe, a dona de casa Liduina da Silva Souza, de 64 anos, que faz tudo pela filha: coloca a comadre para ela urinar, a vira de lado na hora de dormir, dá a comida e compra os remédios. Por conta do esforço, Liduina desenvolveu duas hérnias de disco e artrose na quadril e no joelho e precisa ser operada. “O médico disse que eu não posso pegar peso, mas tenho que fazer”. Os problemas de saúde causam tanta dor que a dona de casa muitas vezes precisa andar de cadeira de rodas em sua residência. O pai dela, o aposentado João Vieira de Souza, de 71 anos, teve Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2017 e, em razão das sequelas, não pode ajudar a filha em ações  que exijam esforço físico.Novo

Destino

Para que a mãe tenha como se tratar adequadamente, Elionete quer ir temporariamente para um lugar onde possa ter os cuidados dos quais necessita. Mas está difícil encontrar. “Já procurei asilos, casas de repouso e instituições espíritas na região e em São Paulo, mas eles não cuidam de pessoas mais debilitadas como eu, que precisam de ajuda pra tudo. Em lugares pagos, cobram de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por mês”, conta a mulher. A única renda dos três é a aposentadoria de João – cerca de R$ 2 mil -, sendo que eles gastam de R$ 500,00 a R$ 600,00 em remédios e ainda precisam pagar uma multa da Receita Federal por terem caído na malha fina do Imposto de Renda anos atrás. “As contas de luz e água de maio nós vamos deixar para pagar mês que vem, porque não temos dinheiro”, diz a mãe, mostrando uma nota de R$ 50,00 que havia pegado emprestado de um vizinho para comprar frutas. Com depressão, Elionete precisa de ajuda. “Eu não estou suportando mais a minha mãe assim. Eu já procurei todas as saídas possíveis”.

Providências

A Prefeitura de Cubatão prometeu mandar uma assistente social com urgência à casa de Elionete para avaliar como poderá ajudá-la. A Administração Municipal disse que recebeu uma cobrança do Ministério Público do Estado (MPE) para atendimento do caso de Elionete, mas sem informações suficientes – só nome e e-mail dela. A Secretaria Municipal de Assistência Social disse ter retornado ao órgão requisitando mais dados. A assessoria de imprensa da Prefeitura pediu o endereço de Elionete a A Tribuna e prometeu enviar uma assistente social em caráter de urgência à casa dela. “Após essa visita, será possível nortear em quais programas ela se encaixa e de que maneira poderemos ajudá-la”. Elionete entrou em contato com o MPE de Cubatão por e-mail há 15 dias e voltou a pedir ajuda por telefone semana passada.

Postagem original. Data: 03-05-2018

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