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Preso por corrupção, prefeito de Mongaguá admite crime eleitoral

Autuado em flagrante por dois crimes, Prócida diz que dinheiro é oriundo de “herança e sobras de campanha”

Autuado em flagrante pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB), será levado a audiência de custódia, às 16 horas desta quinta-feira (9), na 1ª Vara Federal em São Paulo. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, ontem (quarta-feira), policiais federais recolheram em sua casa mais de cinco milhões de reais (precisamente R$ 5.391.789,17, entre reais e dólares).

O flagrante foi presidido pela delegada da Polícia Federal, Melissa Maximino Pastor. Ela atua no comando da Operação Prato Feito, que apura desvios de verbas da União destinadas à educação, em especial, para compra de merenda.

A autuação pelo crime de corrupção passiva foi justificada pela delegada em razão do suposto recebimento por parte de Prócida de vantagens indevidas, consistentes em propinas, decorrentes dos desvios apurados na Operação Prato Feito.

Em relação à autuação pelo delito de lavagem de dinheiro, Melissa Pastor teve por base a vultosa quantia em espécie encontrada na casa do chefe do Executivo de Mongaguá, sem comprovação de origem lícita.

O advogado Eugênio Malavasi defende Prócida e irá requerer a sua liberdade provisória na audiência de custódia, “por não estarem presentes os pressupostos da prisão preventiva”. O defensor quer que a Justiça Federal imponha ao prefeito medidas cautelares diversas da prisão, para que ele responda pelos delitos solto.

De acordo com Malavasi, Prócida disse que os US$ 216.763 (R$ 778.179,17 com base na cotação de R$ 3,59, o dólar) são “herança” deixada pelo pai. Sobre os R$ 4.613.610,00, o prefeito afirmou serem provenientes de “sobras de campanha”. Com a segunda justificativa, em tese, o prefeito admitiu a prática de crime eleitoral.

Postagem Original Data: 10-05-2018

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