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Professores municipais entram em greve por tempo indeterminado em Cubatão

Os professores municipais de Cubatão entraram em greve por tempo indeterminado, na manhã de segunda-feira (22). A paralisação foi decretada em Assembleia Geral Extraordinária. Segundo o Sindicato dos Profressores Municipais (Sindpmc), cerca de 300 professores aderiram ao estado de greve. A categoria se reuniu em frente ao Paço Municipal, às 10h, para confecção de cartazes e outras atividades. Por volta das 12h, os professores realizaram passeata pela Avenida Nove de Abril. A manifestação terminou no fim do dia, com a presença na Sessão da Câmara Municipal.

A greve é contra as medidas do Governo, que editou dois decretos em dezembro, julgados irregulares. A decisão foi tomada devido a mudanças na base da previdência, que não foram discutidas com os professores e estariam prejudicando aqueles que já solicitaram a aposentadoria. A categoria pede que o governo cumpra com os acordos de anular os novos decretos. Segundo o sindicato, os novos decretos prejudicam a jornada dos professores, que passam a receber menos e aumentam o número de alunos em sala de aula. Outra questão modificada é a base da Previdência, pois a prefeitura não descontará mais a ampliação das horas de trabalho, o que prejudicará o pagamento da aposentadoria.

O prefeito Ademário Oliveira (PSDB) chegou a anunciar a revogação de um dos decretos, que fala sobre a forma de pagamento da ampliação e da carga suplementar, e ainda alterou o decreto que trata sobre a escolha de classes. Porém, a decisão não foi suficiente para a categoria, que continua em busca de suas reivindicações. Dessa forma, os professores seguem em estado de greve até que a Prefeitura de Cubatão cumpra as promessas feitas em acordos de negociação.

Antes mesmo do início do ano letivo, os professores de Cubatão enfrentaram diversas dificuldades com a administração. Segundo a categoria, o pagamento realizado no dia 25 de janeiro foi feito de forma incorreta. A prefeitura pagou as férias com base na jornada básica, sem a ampliação das horas e carga suplementar, e ainda tomou como base um decreto de dezembro do ano passado. No início de fevereiro, a categoria realizou uma manifestação após terem duas liminares negadas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) alegou violação aos princípios administrativos, e um grupo de professores impetrou um mandado de segurança alegando garantias constitucionais.

Postagem original Data: 22-05-2018

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