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PSDB reivindica cadeira de Kenny e vereador santista fala em ‘boicote’

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Santos entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última segunda-feira (9), reivindicando a cadeira do parlamentar Kenny Mendes na Câmara Municipal, que decidiu se filiar ao Partido Progressista (PP) no início do mês de abril. O vereador, que teve mais de 20 mil votos na última eleição, afirma que a decisão de trocar de partido partiu de uma série de divergências durante seu mandato.

Kenny conta que, desde o início do mandato, enfrenta problemas e grandes dificuldades dentro do PSDB. “Não era para eu estar nesse partido. Em 2016 eu estava pronto para ir para o PP e, de certa forma, o partido me enganou. Disseram que eu teria que concorrer pelo PSDB, senão não teria quociente eleitoral para me eleger vereador da cidade”, explica.

Kenny diz que se sentia abandonado pelo partido e que mal teve ajuda partidária na eleição. Segundo ele, durante o mandato, diversas emendas foram contingenciadas e, até mesmo, atrasadas.

“Uma emenda demorou mais de dois anos. A lei Cidade Sem Lixo teve alta aceitação, mas foi abandonada. Não multaram mais ninguém e os meus eleitores me cobram isso pois hoje o que vemos são enchentes toda vez que chove na cidade”, afirma. O vereador reclama ainda que a obra de uma pista de skate na Zona Noroeste foi abandonada e, ainda segundo o parlamentar, as bituqueiras que foram instaladas nos pontos de ônibus da cidade estão ‘podres’ por falta de manutenção. “Nas vezes em que votei contrário aos interesses do partido, no dia seguinte tinha exoneração de um dos meus simpatizantes. Tentei sair de maneira amigável, pedi autorização para sair, mas isso [reivindicação da cadeira] já estava armado desde o início. É triste”, conta.

As declarações de Mendes não foram bem vistas por sua antiga legenda. Segundo o coordenador do PSDB na Baixada Santista, Raul Christiano, em nenhum momento o parlamentar manifestou interesse em se candidatar a deputado estadual pela legenda e, mais do que isso, Kenny estaria dando, já há algum tempo, depoimentos públicos sobre sua ida para o PP.

Raul Christiano

“Ele já havia declarado que estava procurando outro partido, e argumentava que, no PP, precisaria de apenas 50 mil votos para se eleger, enquanto que no PSDB, precisaria de 80 mil. Alertamos no fim do ano passado que ele tinha que se inscrever como pré-candidato caso quisesse concorrer, mas ele não se manifestou”, afirmou Christiano, reiterando que, em nenhum momento, houve um movimento contrário a Mendes na Câmara de Santos: “Se ele tivesse, ao longo desse mandato, alguma discordância com o partido, ou se tivesse sido alvo de perseguição, tinha que ter pedido desfiliação antes, e não na janela partidária, que é destinada aos que vão disputar os mesmos cargos. Até gostaríamos que ele disputasse pelo PSDB. Na verdade, o objetivo dele foi se reeleger vereador para, agora, ser candidato a deputado”, enfatiza.

Christiano disse ainda que o partido foi contra os argumentos do vereador, e segundo ele, a medida judicial comandada pela executiva municipal do PSDB, requisitando a cadeira dele na Câmara deverá ser julgada em até dois meses.

“A cadeira é do partido, e não do vereador. Em nenhum momento ele procurou o partido para questionar os problemas alegados. Ele usou de oportunismo político. O vereador não representa renovação política, pelo contrário, ele repete práticas de interesse pessoal na política”, finaliza.

Postagem original. Data original: 11-04-2018

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