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Usiminas reativa alto forno da usina de Ipatinga

Há possibilidade da direção da siderúrgica também retomar a produção de aço na usina de Cubatão, prevista para depois de 2020, dependendo da reação do mercado consumidor.

O aumento da produção de veículos brasileiros, que vem levando à recuperação do consumo de aço desde o final ao ano passado – interrompendo uma sequência de quatro anos de queda nas vendas no País – levou a Usiminas a anunciar na terça-feira desta semana a reativação do alto forno 1 da Usina de Ipatinga, em Minas Gerais.

Desligado desde a crise de 2015, o alto forno 1 tem capacidade para produzir 650 mil toneladas anuais de ferro gusa e integrará o complexo siderúrgico da usina, que tem outros dois alto fornos, numa capacidade anual total de 3,65 milhões de toneladas. A reativação é resultado do crescimento da demanda do aço e do bom desempenho da empresa no mercado. Com a reativação do equipamento a usina volta a operar com carga completa de gusa e placas, reduzindo a exposição da empresa à compra de placas de terceiros. E torna mais animadora a possibilidade da direção da siderúrgica também retomar a produção de aço na usina de Cubatão, prevista para depois de 2020, dependendo da reação do mercado consumidor.

Em comunicado distribuído pela empresa, o presidente executivo, Sergio Leite, disse que a Usiminas “já está em processo de construção de um novo planejamento estratégico para os próximos cinco anos. A reativação do alto forno é mais um indicativo da curva ascendente de recuperação da empresa”.

Nove meses

Segundo a Usiminas, o alto forno 1 ficou em reforma durante nove meses antes de ser religado, trabalho que consumiu 80 milhões de reais em investimentos. A decisão de religamento foi tomada em maio do ano passado. O alto forno 1 está em operação desde 1962 e já produziu mais de 29,5 milhões de toneladas de ferro gusa. A Usiminas produziu no ano passado 3 milhões de toneladas de aço bruto, queda de 4 por cento na comparação anual.

Cubatão

A usina de Cubatão teve no início de 2016 teve sua produção de aço bruto paralisada diante dos efeitos da recessão brasileira sobre o consumo de aço no País. No total, a capacidade de produção da companhia é de 9,5 milhões de toneladas anuais, a maior de aços planos do país. A produção de veículos do Brasil subiu quase 15 por cento no primeiro trimestre, para 267,5 mil unidades, e a previsão das montadoras para todo 2018 é de crescimento de 13 por cento, para 3,05 milhões de veículos.

Postagem original. Data original: 20-04-2018

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